segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Adaptação Escolar


Equipe Pedagógica e Família:
Lidando com a adaptação da criança pequena na escola.[1]

 
 
Psicologia Escolar na Educação Infantil
Claudinéia da Silva Barbosa[2]
 
As transformações sociais tem levado a família a passar por mudanças cada vez mais visíveis. Isso tem influenciado na relação família-criança, na educação e no desenvolvimento desde a primeira infância. O ingresso das crianças na vida escolar tem sido cada vez mais cedo, inserindo-as assim no modelo de rotina do adulto. Hora de ir para a escola, adaptação ao ambiente e à pessoas novas e consequentemente maturação do comportamento.

Como já foi muito citada por diversos autores, a criança tem ritmo de desenvolvimento próprio. A realidade que precisam enfrentar diante das situações de separação devido ao ingresso e adaptação a novos ambientes, como por exemplo, a escola, segundo Bock[3] (1996, p. 8), “[...] dificuldade de entrar na escola deve ser vista não apenas como uma dificuldade do aluno, mas de sua interação familiar.” O que muitas vezes causam a preocupação nos profissionais escolares, pois isso gera dificuldades no processo de intervenção.

A situação em que uma criança de um pouco mais que dois anos, retornou à instituição educativa depois das férias, e que não queria entrar na sala de aula e agarrava-se à mãe, chorando e não a deixando ir embora, deixando a mãe preocupada porque não tinha acontecido isso antes, quando a criança tinha entrado a primeira vez com um ano e meio. Nesta situação há fatores delicados para serem considerados e mediados. O nível de maturidade da criança passou por mudanças, a relação construída com a família pode ter passado por momentos marcantes de estreitamentos (temporada de férias) entre outras situações sensíveis que possam ter ocorrido. A intervenção mais comum a ser feita é sempre o trabalho junto com a família desde a fase inicial de adaptação. Diálogo com a família e com a criança é estratégia fundamental. Evitar enganar a criança e dar ciência à família de que é preciso ter confiança na mediação escolar.

Ao receber a criança que ainda tem um vínculo muito forte com a mãe, é necessário que conversar com a família, conscientizando de que o comportamento da criança é natural e alcançará maturação em seu tempo, e o que a família pode fazer para ajudar nesse processo é trazer a figura paterna para está mais presente neste momento. Por exemplo, o pai levará a criança para escola, e mãe poderá buscá-la. Criar combinados com a criança, quanto a essa organização e cumprir o que foi acordado.

Quanto à situação em que a mãe, para ter certeza que a filha não sofria, vinha dar um “tchauzinho”, pois também não queria sair sem que ela soubesse, como se estivesse enganado a filha. Tem um lado positivo que é a compreensão de que não se pode mentir para a criança, e que sendo honesta, ganhará a confiança dela. Isso é respeitar os sentimentos da criança enquanto ser humano, que aprenderá a expressar-se com a verdade e emoções. Mas por outro lado causa desconforto em relação a dinâmica da sala de aula, desestabilizando a relação de integração que esteja sendo construída entre a educadora e a criança. Neste caso a intervenção a ser feita é o diálogo direto com a mãe, dando ciência da profundidade da situação e buscando refletir sobre a situação. Evitando que a criança acostume-se a situação de controle e perceba que é capaz de realizar.

Lidar com a adaptação da criança pequena na escola é uma tarefa delicada que precisa ser sensivelmente realizada, proporcionando a integração da criança ao grupo gradativamente. Pois para ficar com pessoas que possam substituir os pais, a criança precisa construir também uma relação de proximidade e confiança. Assim o sentimento de separação entre a criança e os pais, passa a ser desconstruído com mais segurança.

O sentimento de separação apresentado pela criança através de suas expressões emocionais também precisa ser algo compreendido pelas educadoras e pela equipe escolar. Isso favorece na forma de acolhimento durante a fase de adaptação. De tal modo as estratégias poderão se tornar mais eficazes quando a família e a equipe pedagógica trabalharem juntas e com a mesma compreensão buscando alcançar objetivos comuns.  


Atividade do Módulo V – Ingresso e Adaptação Escolar – como auxiliar a criança e sua família no ingresso e permanência na escola, abordando a ansiedade de separação e condutas escolares que facilitam esse processo. Curso Psicologia Escolar na Educação Infantil. Coordenado pela Psicóloga Ms. Vivien Rose Bock. Centro de Aperfeiçoamento em Psicologia Escolar – CAPE / Núcleo de Educação à Distância.
[2]Pedagoga pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB (2012) e Especialista em Educação Infantil pela Universidade Internacional de Curitiba – UNINTER (2013).
[3] BOCK, V.R. O ingresso na vida escolar in Professor e Psicologia Aplicada na Escola. Porto Alegre: Ed. Kinder, 1996.
[4]Imagem de Elena Kucharik

 
 

 





segunda-feira, 16 de setembro de 2013

As Meninas Azul Estrel@r contam a historia do Grande Urso Esfomeado!

Rsrsrs! Vejam só o que confusão para ler uma historia!  
Estas são Mágaly,  Nyah e  Amanda...
Aprontam cada uma... 
 
 
 

Mágaly (Rute Fênix)
Nyah (Lavínia Lazzarott)
Amanda (Claudinéia Essênciah)
 
Personagens do Projeto Azul Estrel@r: Buscando uma forma de inter@gir com você!


Disponível através do link:
http://www.youtube.com/watch?v=KlUh0dK5kWo

Projeto Azul Estrel@r - Apresentação

Hum m!!! Novidades!!!! Adorooooo!!!!!
Mas falando de brincadeira, esse material é de
Janeiro 2013, trabalhoooso...
Mas é lindo!!
 
 
 
 


O Projeto Azul Estrel@r vem fomentar a dimensão cultural do nosso blog.
Que agora é: Cultura, Educação & Inter@tividade na Infância.
Está ficando cada vez mais gostoso!!!!!
 
 
Este projeto é uma atividade sociocultural e educativa, sem fins lucrativos que pretende envolver espaços formais e não formais através de suas ações. Busca interagir com o público infantil e adulto via web com a intenção de trocar impressões e expressões criativas através das artes visuais e audiovisuais. Atuando como uma rede de comunicação e divulgação de produções. As mediadoras atuarão em diferentes situações como: Produção de brinquedos e outros objetos lúdicos ensinando ao publico o passo a passo; interatividade com o público inicialmente a partir de e-mail e blog; divulgação da produção do público convidado ou que estejam em contato; promover apreciação interativa de desenhos animados ou de contação de histórias e entrevistas com profissionais que trabalham com a infância. Autora: Claudinéia Barbosa

As edições serão postadas aqui e disponíveis no meu adorável site You Tube. E não se esqueçam de dar um joinha! Curte!!!!!

Bjins!!! Claudinéia Barbosa

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Sexualidade Infantil


As curiosidades e descoberta da sexualidade na fase infantil:
Orientações e intervenções precisam ser sensivelmente compreendidas.[1]


Psicologia Escolar na Educação Infantil
Claudinéia da Silva Barbosa[2]

 
 Conforme a teoria de Freud sobre a sexualidade infantil, a fase fálica ou edípica revela-se por volta dos três a seis anos, fase em que a libido está centrada nas zonas genitais. Por isso as curiosidades e descobertas das crianças estão voltadas para estas questões.

O contato entre as crianças através dos olhares, dos abraços e até mesmo dos beijinhos ocorrem em diferentes níveis desde os momentos espontâneos aos momentos que caracterizam estimulação precoce. Estes diferentes níveis de intencionalidades precisam ser observados e interpretados pelos docentes sob a ótica do desenvolvimento infantil. Cabendo aos docentes a responsabilidade de perceber estas intenções e orientar de forma adequada fazendo as intervenções necessárias com o objetivo de mediar o desenvolvimento das crianças sem prejuízos ou danos.

Conforme as orientações dos referenciais curriculares nacionais para a educação infantil, a sexualidade na infância deve ser conteúdo integrado naturalmente nas propostas pedagógicas. Em casos de comportamentos diferenciados, que apresentam sinais incomuns ao que se espera para a maturidade de uma criança, é necessário fazer investigações. Observar os indícios que aparecem no comportamento dessa criança, o que ela revela através das brincadeiras, das falas implícitas sobre as suas vivências em casa, as atitudes na interação com as outras crianças, o que revela através dos desenhos, etc. Sendo identificada a hipótese de estimulação precoce da sexualidade na criança, é preciso conversar com a família. Para juntas poderem estabelecer formas de observação, cuidado e intervenção.

Quando mais de uma criança na fase de cinco anos, por exemplo, estão revelando curiosidades em relação ao seu corpo e interagindo com outras, buscando referencias no corpo de outras, e buscam fazer isso escondido, é preciso atenção. Pois mesmo que seja curiosidade típica da fase, estas crianças revelam que já compreendem que não podem tocar no corpo do colega e por isso o fazendo escondido. Faz entender que de alguma forma foram “reprimidas” ou orientadas sob a ótica de proibição, direta ou indiretamente. Assim como são estimuladas direta ou indiretamente pela mídia, pelo comportamento dos adultos com os quais convivem, por determinadas expressões culturais através das músicas e danças erotizadas, que sob determinado ponto de vista, naturalizou gestos e comportamentos erotizados.

Toda vivência cultural é experienciada também na escola. Trazida para a escola e levada da escola. Os educadores veem-se no grande desafio de mediar e intervir nos comportamentos excessivos, seja nas questões sobre a violência, seja nas questões sobre a sexualidade, entre outras, tendo como foco a aprendizagem significativa centrada no desenvolvimento da criança ou adolescente.

E no caso outro aluno que frequentemente se masturba na pracinha e, às vezes, em sala de aula, deixando os outros colegas muito agitados ao ponto de se expressarem dizendo: - Olha profi, o Diego tá fazendo aquilo de novo! O menino mesmo assim continua se manipulando.

A intervenção aqui seria inicialmente é necessário fazer investigações mais aprofundadas do que no caso das crianças que estão demonstrando curiosidades. Pois nesta situação o aluno já está demonstrando práticas abertamente. A investigação precisa ser feita junto com a família. A professora precisa ter conhecimento sobre as políticas de proteção à criança e adolescente para poder atuar com segurança e eficiência.

Ao orientar o aluno, é necessário que faça em particular e reservadamente, buscando entender a causa e onde esta criança esta sendo estimulada. Fazer registros sobre as atitudes e as características expressas no comportamento da criança. Entrar em contato com os pais dando ciência do comportamento que a criança apresentando, trocando informações. Identificar a causa e elaborar o plano de intervenção compartilhado com os pais. Hipótese 1: Se a criança está apresentando este comportamento porque está sendo estimulado através de situações que presencia em casa, através da mídia ou situação similar, é necessário um ajuste das atitudes na família, tanto para dar o exemplo quanto para buscar orientar as atitudes da criança. Hipótese 2: Se a causa é estimulação feita por outra pessoa e se caracterizar em ou abuso, é necessário que a professora juntamente com seu coordenador, diretor e psicólogo escolar oriente a família a tomar providências cabíveis (de conselhos familiar à visitas ao psicólogo – caso não tenha esse na escola). Em casos de omissão da família, o dirigente escolar em posse de todos os registros de ocorrências deve acionar o Conselho Tutelar.

Em todas as situações incomuns que a criança apresente e que seja feita observações ou intervenções é necessário que a professora faça registros. Em casos de interlocuções com a família, o dirigente escolar também deve registrar as ocorrências. Situações incomuns no desenvolvimento da sexualidade nas crianças precisam ser estudadas e sensivelmente investigadas e mediadas. Pois podem caracterizar-se em apenas expressões do desenvolvimento que é particular para cada indivíduo, mas podem ser também a indicação de situações de abuso. Para isso as orientações e intervenções precisam ser sensivelmente compreendida e livre da postura e crença do professor.

Disponível também no Site:
http://www.slideshare.net/azulestrelar/sexualidade-infantil-claudinia-barbosa-curso-de-psicologia-escolar-na-educao-infantil-atividade-do-mdulo-4





[1] Atividade Módulo IV – Sexualidade Infantil: Entendendo a curiosidade sexual e abordando manejos dos educadores frente às perguntas e comportamentos de ordem sexual. - Curso Psicologia Escolar na Educação Infantil. Coordenado pela Psicóloga Ms. Vivien Rose Bock. Centro de Aperfeiçoamento em Psicologia Escolar – CAPE / Núcleo de Educação à Distância.
 
[2] Pedagoga pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB (2012) e Especialista em Educação Infantil pela Universidade Internacional de Curitiba – UNINTER (2013)

Imagens de Elena Kucharik
 


 

Os bebês na sociedade contemporânea


Claudinéia da Silva Barbosa[1]

 
A sociedade atual tem sido marcada pela urgência e pela falta de tempo. E quando ocorre a falta de tempo para a família é grave. A situação é crítica quando esta ausência interfere na relação mamãe e bebê. Esta situação demonstra ser sensivelmente grave. Consideramos que este é o primeiro vínculo de comunicação, cuidado orientação humana e referência social na vida do bebê.

O considerado progresso da contemporaneidade tem sido paralelo a essa situação de fragilidade dos laços familiares, ou seja, justo no momento em que a sociedade começa a construir novos conceitos e a desenvolver um “olhar sensível” em relação à infância e suas etapas de desenvolvimento, ocorre também o fenômeno cultural da ausência ou falta de tempo para que a família, e mais especificamente a figura materna, esteja junto com a criança.

Para os pais e mães que trabalham e não têm tempo para acompanhar seus filhos, restam então as alternativas de contratar uma babá ou matricular o bebê numa creche. A escolha entre uma ou outra alternativa depende muito da concepção de desenvolvimento infantil que os pais e as mães têm. As duas serão apropriadas desde que os profissionais tenham a devida formação e habilidades adequadas para cuidar e orientar a criança compreendendo as etapas de desenvolvimento nesta fase. Esta é uma situação real. O ideal seria o bebê estar com a família, construindo vínculos com a figura materna e ampliando suas interações com os demais parentes.

Considerando então, a situação real, o berçário pode ser um espaço que propicie o desenvolvimento interativo com maiores possibilidades de estímulos, por ser um ambiente em que o bebê encontrará outros bebês, outros adultos e diferentes experiências planejadas com intencionalidade educativa e de descobertas. Onde será observado e avaliado em suas etapas de desenvolvimento. Não que em casa não possa acontecer essa organização, mas, no berçário estas experiências são sistematizadas e correspondem a uma das finalidades da instituição. Além do mais, se considerarmos as diferentes estruturas de famílias, compreenderemos que nem todas poderão proporcionar as experiências e estímulos de que os bebês necessitam ao se tratar de aspectos como a maternagem e os devidos cuidados primários que a mãe ou as mediadoras devidamente habilitadas fazem.

Contudo é importante considerar que, mesmo a babá ou as mediadoras que atuem nos berçários, precisam ter as habilidades de cuidado, ressonância emocional e concordância afetiva[2] tanto para fazer as intervenções necessárias com os bebês quanto com a família.  Para atender as necessidades emocionais da forma mais satisfatória possível. Como nos elucida, Golschmied e Jackson (2006, p.57) “O amor é aprendido através do amar, sabemos pelo trabalho de Ruldolf Schaffer (1977) que, ao final de seu primeiro ano, a maioria das crianças já formou vínculos com muitas pessoas diferentes”. Percebendo que ainda que estejam na coletividade, os bebês têm ritmo de maturação individual.  

Disponível também no Site:
http://www.slideshare.net/azulestrelar/os-bebs-na-sociendade-contempornea-claudinia-barbosa-curso-de-psicologia-escolar-na-ed-infantil-atividade-do-md-3




[1] Pedagoga pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB (2012) e Especialista em Educação Infantil pela Universidade Internacional de Curitiba – UNINTER (2013).
[2] Psicóloga Ms. Vivien Rose Bock através da vídeo aula do módulo III.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Assim se Brinca - Série Paralapracá

Maravilhosas Experiências na Educação da Infância!
 
 
Assim se Brinca é o primeiro de uma série de vídeos
 
do Projeto Paralapracá do Programa Educação Infantil do Instituto C&A.
A série conta com as seguintes produções:
 
Assim se Brinca
 
Assim se conta
 
Assim se canta
 
Assim se explora o mundo
 
Assim se faz arte
 
Assim se organiza o ambiente
 
 
Excelente material para a formação de professores  que atuam
na Educação para a Infância.
 
Fonte: Canal redeprimeirainfancia